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sexta-feira, 24 de julho de 2026

De "Viagem à China" para "Compras na China" aproveite que a China liberou o visto para turista.

 


Para viagens à China, consulte a Chinatur que tem expertise em viagens à China mais de 46 anos.

Contatos:


Eng. M. Sc. Sokan Kato Young (CEO Chinatur)
sokan@chinatur.com.br 11 98149-5847

Nicolass Young (Gerente de Operações Business)
nicolass@chinatur.com.br11 98327-0322

Uma nova “febre chinesa” está surgindo ao redor do mundo, centrada no consumo cultural e turístico. Diferente do investimento industrial ou da construção de fábricas na China, essa nova onda está entrando no campo de visão de um público muito mais amplo — as pessoas comuns no exterior.

Recentemente, duas notícias se tornaram destaque nas redes sociais, dentro e fora da China.

A primeira é sobre companhias aéreas estrangeiras enfrentando uma explosão no número de turistas indo à China. Com o turismo chinês em alta, o número de voos internacionais disparou, e as companhias aéreas estrangeiras têm aumentado suas rotas para responder à demanda.

Os dados confirmam isso: durante o feriado de 1º de maio deste ano, 1,115 milhão de estrangeiros entraram e saíram da China, um aumento de 43,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros quatro meses do ano, companhias aéreas chinesas e estrangeiras realizaram uma média semanal de 6.428 voos internacionais, um aumento de 25,4% em relação ao ano anterior.

A China também adicionou vários novos países à sua lista de destinos com conexão direta, e agora turistas de 79 países podem viajar para lá sem complicações.

A segunda notícia que viralizou nas redes sociais internacionais é uma dica que se espalhou amplamente: “Leve uma mala vazia para a China!”. Ao mesmo tempo em que o turismo no país aquece, do Mercado da Seda(Xiushui) em Beijing à Huaqiangbei em Shenzhen, da cidade comercial internacional de Yiwu às lojas duty-free em Hainan, cada vez mais turistas estrangeiros estão indo à China com o objetivo de fazer compras.

Alguns consumidores do exterior chegam até a formar “grupos de compras por encomenda”, viajando especialmente para comprar produtos na China. Há até influenciadores estrangeiros pedindo a seguidores que façam compras para eles na China.

De “viajar para a China” a “comprar na China”, o fluxo turístico está se convertendo em consumo efetivo. Essa nova “febre chinesa” tem um foco no turismo e no consumo cultural, e vem chamando a atenção de pessoas comuns ao redor do mundo.

Porquê essa febre pela China? Uma das razões principais são as políticas de abertura adotadas pelo país nos últimos anos.

A ampliação contínua da política de abertura da China, as melhorias na política de isenção de visto de trânsito e a expansão do “círculo de amigos” isentos de visto têm facilitado ainda mais as visitas de estrangeiros ao país.

Isso não só aumentou o volume de turistas, como também trouxe uma primeira onda de consumo com a “moda de comprar na China”.

Feira de Yiwu: O Maior Mercado de Commodities da China

Para atrair ainda mais turistas estrangeiros e incentivar as compras no país, a China tem reforçado sua política de reembolso de impostos. No dia 26 de abril, o Ministério do Comércio e outros seis órgãos anunciaram novas medidas: o valor mínimo para ter direito a reembolso caiu de 500 para 200 yuans, e o limite para reembolso em dinheiro subiu significativamente de 10 mil para 20 mil yuans.

Além disso, o serviço “comprou, reembolsou” será expandido para todo o país. Essas medidas melhoram significativamente a experiência de compras dos turistas internacionais e aumentam sua disposição para consumir.

Outro fator essencial para essa nova “febre chinesa” é o apelo global do “Made in China”.

O “Made in China” está se transformando em “Criado na China”, com qualidade e inovação se tornando os principais diferenciais. Nos últimos anos, as listas de compras dos turistas estrangeiros vêm se diversificando: de roupas e alimentos a celulares e tradutores eletrônicos, de eletrodomésticos inteligentes a itens de uso pessoal.

Os produtos chineses conquistaram os consumidores globais com sua inovação e excelente custo-benefício. Essa nova onda de turismo e consumo também traz outra mudança: com a integração entre cultura e turismo, a cultura chinesa vem atraindo cada vez mais atenção dos estrangeiros.

Roupas tradicionais chinesas, leques bordados à mão, jogos de chá em porcelana azul e branca — produtos com forte identidade cultural — estão enchendo as malas dos turistas.

Num mundo em que a globalização enfrenta ventos contrários, a China está escrevendo um novo capítulo de abertura e benefício mútuo — conectando o mundo com o lema “viaje pela China, compre na China”. Esta é uma oportunidade para a China, mas também uma oportunidade para o mundo.

Fonte: Diário do Povo Online/fotos: Yandex

www.chinatur.com.br


quinta-feira, 23 de julho de 2026

🏯 A Cidade Proibida e os símbolos escondidos em sua arquitetura

 Há lugares que impressionam pelo tamanho. Outros encantam pela beleza. Mas a Cidade Proibida, em Beijing, faz algo ainda mais extraordinário: ela conta uma história por meio de cada telhado, cada porta, cada cor e cada pedra.

À primeira vista, o visitante admira seus imensos palácios dourados e pátios monumentais. Porém, quem observa com atenção percebe que praticamente nada foi construído por acaso. Cada detalhe possui um significado ligado à filosofia, à cosmologia chinesa, ao Confucionismo, ao Taoismo e à antiga crença de que o imperador era o elo entre o Céu e a Terra.

Mais do que um palácio, a Cidade Proibida é um grande livro de símbolos esculpido em madeira, pedra e ouro.

👑 O palácio do Filho do Céu

Construída entre 1406 e 1420, durante a dinastia Ming, a Cidade Proibida foi residência de 24 imperadores das dinastias Ming e Qing.

Seu nome original, Zǐjìn Chéng (紫禁城), significa literalmente "Cidade Púrpura Proibida".

O nome reúne três significados profundos:

  • Púrpura: referência à Estrela Polar, considerada pelos antigos chineses o centro do céu e a morada do Imperador Celestial.
  • Proibida: o acesso era restrito. Somente o imperador, sua família, funcionários autorizados e eunucos podiam entrar livremente.
  • Cidade: um universo completo, onde política, religião e administração conviviam em perfeita ordem.

Assim como a Estrela Polar permanece fixa enquanto as demais giram ao seu redor, acreditava-se que o imperador deveria permanecer no centro do império, garantindo estabilidade e harmonia.

🧭 Tudo segue a ordem do universo

Um dos aspectos mais fascinantes é que a Cidade Proibida foi planejada segundo os princípios da antiga cosmologia chinesa.

Nada está desalinhado.

Todo o complexo segue rigorosamente o eixo norte-sul, considerado o eixo da harmonia entre o Céu e a Terra.

O imperador sempre se sentava voltado para o sul. Por quê?

Porque o sul representa:

  • luz;
  • vida;
  • prosperidade;
  • crescimento;
  • calor.

Governar voltado para o sul significava iluminar todo o império com justiça e sabedoria.

🟡 Os telhados dourados

Talvez nenhum elemento seja tão marcante quanto os imensos telhados cobertos por telhas amarelas esmaltadas.

Na tradição chinesa, o amarelo era a cor exclusiva do imperador.

Ela simbolizava:

  • autoridade;
  • equilíbrio;
  • riqueza;
  • o elemento Terra;
  • o centro do universo.

Por isso, durante séculos, praticamente ninguém além do imperador podia utilizar telhados dessa cor.

Curiosamente, existem poucas exceções.

A biblioteca imperial possuía telhas negras, pois acreditava-se que o preto representava a água, capaz de proteger o edifício contra incêndios.

🐉 O dragão está em toda parte

Quem visita a Cidade Proibida logo percebe centenas de dragões.

Eles aparecem:

  • nos telhados;
  • nas colunas;
  • nos tronos;
  • nos degraus de mármore;
  • nos portões;
  • nas esculturas;
  • nas roupas imperiais.

Na cultura chinesa, o dragão não representa destruição.

Ao contrário. Ele simboliza:

  • sabedoria;
  • prosperidade;
  • proteção;
  • força;
  • fertilidade;
  • poder celestial.

O imperador era considerado o Dragão Vivo, o representante do Céu na Terra.

Por isso, somente ele podia utilizar o dragão com cinco garras, reservado exclusivamente à família imperial.

🦁 Os leões guardiões

Nas entradas dos principais palácios encontram-se os famosos leões guardiões.

Embora sejam chamados de "leões chineses", eles possuem uma aparência bastante estilizada.

Sempre aparecem em pares.

🦁 O macho

Mantém uma pata sobre uma esfera. Ela representa:

  • domínio do mundo;
  • autoridade imperial;
  • poder.

🦁 A fêmea

Protege um filhote. Ela simboliza:

  • família;
  • continuidade da dinastia;
  • proteção.

Juntos representam o equilíbrio entre força e cuidado.


🔢 Os números escondidos

Os antigos arquitetos chineses atribuíam enorme importância aos números.

Na Cidade Proibida, o mais sagrado é o noveSegundo a tradição chinesa:

  • 9 era o maior número de um único dígito;
  • simbolizava perfeição;
  • representava o poder imperial;
  • estava associado ao Céu.

Por isso encontramos:

  • fileiras com nove pregos dourados nas portas;
  • nove dragões em painéis decorativos;
  • escadarias divididas em múltiplos de nove.

Existe até a famosa lenda de que a Cidade Proibida possuiria 9.999 cômodos.

🌊 As esculturas dos telhados

Um detalhe quase despercebido encanta os visitantes mais atentos.

Nas extremidades dos telhados aparecem pequenas figuras de animais míticos.

Elas não são apenas decorativas. Segundo a tradição, protegiam o edifício contra:

  • incêndios;
  • tempestades;
  • espíritos malignos;
  • desastres.

Quanto maior a importância do edifício, maior o número dessas pequenas figuras.

O Salão da Harmonia Suprema, o edifício mais importante da Cidade Proibida, possui o maior conjunto de esculturas do complexo, refletindo seu status máximo.

Ao atravessar seus portões vermelhos e observar seus telhados dourados, o visitante percebe que a verdadeira riqueza da Cidade Proibida não está apenas em sua grandiosidade, mas nos inúmeros símbolos silenciosos que, há mais de seis séculos, continuam contando a história de uma das civilizações mais antigas e fascinantes do planeta.

Fonte:IA/fotos:web

🎐 Os nós chineses: o significado das tradicionais decorações vermelhas que simbolizam sorte, prosperidade e união

Muito além da decoração: a filosofia escondida nos tradicionais nós chineses 

Ao caminhar pelas ruas da China durante o Ano Novo Chinês, visitar um templo antigo ou entrar em uma residência tradicional, é impossível não notar delicadas decorações vermelhas penduradas em portas, janelas e paredes. São os nós chineses, conhecidos como Zhōngguó Jié (中国结), uma das mais belas expressões da arte popular chinesa.

Muito além de um simples enfeite, cada nó carrega séculos de história, simbolismo e filosofia. Feitos com um único fio entrelaçado, sem início ou fim aparentes, eles representam a continuidade da vida, a harmonia entre as pessoas e o desejo de um futuro repleto de felicidade.

Uma tradição que atravessa milênios

A origem dos nós chineses remonta a mais de 3.000 anos, durante as primeiras dinastias da China.

Antes mesmo da invenção da escrita em larga escala, os povos antigos utilizavam cordões com nós para registrar acontecimentos importantes, contar objetos e transmitir mensagens. Com o passar dos séculos, essa prática utilitária transformou-se em uma refinada forma de arte.

Durante as dinastias Tang (618–907) e Song (960–1279), os nós começaram a adornar roupas, joias e objetos da corte imperial. Já nas dinastias Ming (1368–1644) e Qing (1644–1912), tornaram-se elementos indispensáveis da decoração das casas e das celebrações tradicionais.

Até hoje, muitos modelos são confeccionados artesanalmente, preservando técnicas transmitidas de geração em geração.

O significado do fio sem fim

Uma das características mais fascinantes dos nós chineses é que muitos deles são feitos com um único fio contínuo, cuidadosamente entrelaçado.

Essa forma simboliza:

  • ♾️ a eternidade;
  • ❤️ a união familiar;
  • 🤝 a amizade duradoura;
  • ☯️ o equilíbrio entre as forças da natureza;
  • 🌸 a continuidade da vida;
  • 🍀 a boa sorte.

Na filosofia chinesa, tudo está conectado. Assim como o fio percorre caminhos complexos antes de formar um belo desenho, a vida também é composta por desafios que, juntos, constroem nossa história.

Por que quase todos são vermelhos?

Na cultura chinesa, nenhuma cor possui um significado tão positivo quanto o vermelho.

Ele representa:

  • felicidade;
  • prosperidade;
  • sucesso;
  • proteção contra energias negativas;
  • celebração;
  • vitalidade.

Por isso, os nós vermelhos são vistos em praticamente todas as grandes festividades, especialmente durante o Ano Novo Chinês, casamentos e inaugurações.

Em muitas famílias, acredita-se que pendurar um nó vermelho na entrada da casa ajuda a atrair boas energias e afastar a má sorte.

Cada desenho possui um significado

Embora possam parecer semelhantes à primeira vista, existem dezenas de modelos diferentes, cada um com uma mensagem especial.

🎐 Nó da Prosperidade

Muito utilizado em empresas e comércios.

Representa crescimento financeiro, abundância e sucesso profissional.

❤️ Nó do Amor Eterno

Muito presente em casamentos.

Simboliza fidelidade, união e um relacionamento duradouro.

🌸 Nó da Longevidade

Oferecido aos idosos como desejo de saúde, vida longa e felicidade.

🍀 Nó da Boa Sorte

Talvez o mais popular.

É pendurado nas portas e janelas para atrair fortuna durante todo o ano.

☯️ Nó da Harmonia

Representa o equilíbrio entre corpo, mente, natureza e universo, inspirado na filosofia do Tao.

Uma arte que exige paciência

Produzir um autêntico nó chinês exige habilidade, precisão e muita concentração.

Os artesãos utilizam fios de seda ou cordões especiais que são cuidadosamente dobrados, cruzados e apertados até formar desenhos perfeitamente simétricos.

Algumas peças mais elaboradas podem levar várias horas — ou até dias — para serem concluídas.

Após finalizados, costumam receber:

  • franjas decorativas;
  • moedas antigas;
  • contas de jade;
  • pingentes dourados;
  • pequenos símbolos da sorte.

Cada detalhe acrescenta um novo significado à peça.

Muito além da decoração

Na China, um nó chinês é também um gesto de carinho.

É comum presentear amigos e familiares com essas peças em ocasiões especiais como:

  • Ano Novo Chinês;
  • casamentos;
  • aniversários;
  • inauguração de casas;
  • abertura de empresas;
  • nascimento de um bebê;
  • formaturas.

Oferecer um nó chinês significa desejar felicidade, proteção e prosperidade para quem o recebe.

Uma tradição viva na China moderna

Mesmo em cidades altamente tecnológicas como Beijing, Shanghai, Shenzhen e Chengdu, os nós chineses continuam presentes.

Eles decoram:

  • residências;
  • templos;
  • hotéis;
  • restaurantes;
  • escritórios;
  • lojas;
  • centros culturais;
  • estações ferroviárias durante os grandes festivais.

Além disso, tornaram-se uma das lembranças mais apreciadas pelos turistas, reunindo beleza, tradição e um profundo significado cultural.

O elo entre arte e filosofia

Os nós chineses revelam uma característica marcante da civilização chinesa: a capacidade de transformar objetos simples em símbolos repletos de significado.

Um único fio, cuidadosamente entrelaçado, representa a crença de que tudo no universo está conectado. Assim como não é possível identificar claramente onde o nó começa ou termina, também não existe separação entre passado e futuro, indivíduo e comunidade, natureza e humanidade.

Mais do que uma peça decorativa, cada nó é um lembrete silencioso de que a prosperidade nasce da harmonia, a força vem da união e a verdadeira beleza está nos laços que construímos ao longo da vida.


Fonte:IA/fotos:web


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Eng. M.Sc. Sokan Kato Young
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🪁 As Pipas de Beijing: a tradição milenar que transforma o céu da China em uma obra de arte


Há mais de dois mil anos, muito antes de se tornarem brinquedos, as pipas chinesas já cruzavam os céus como instrumentos militares, científicos e culturais. Em Beijing, elas evoluíram para uma verdadeira expressão artística e continuam encantando moradores e visitantes, principalmente durante a primavera, quando parques e jardins se transformam em um espetáculo de cores e movimento.

Mais do que um passatempo, empinar pipas é uma tradição profundamente ligada à filosofia chinesa, ao respeito pela natureza e ao desejo de levar bons sentimentos aos céus.

Uma história que começou há mais de 2.000 anos

Acredita-se que as primeiras pipas surgiram na China durante o Período dos Reinos Combatentes (475–221 a.C.). Segundo registros históricos, artesãos e estrategistas construíam pipas de bambu e seda para diferentes finalidades, como:

  • medir distâncias em campos de batalha;
  • enviar sinais militares;
  • testar a direção dos ventos;
  • realizar experimentos científicos.

Com o passar dos séculos, especialmente durante as dinastias Tang e Song, as pipas deixaram de ter apenas funções práticas e passaram a representar alegria, arte e celebração.

Beijing: onde o céu vira uma galeria de arte

Na capital chinesa, a tradição permanece viva.

Durante os meses de março, abril e maio, basta visitar parques como o Templo do Céu, o Palácio de Verão ou o Parque Chaoyang para encontrar famílias inteiras, idosos, jovens e crianças reunidos para empinar pipas.

O cenário é encantador:

  • dragões que parecem serpentear pelo céu;
  • borboletas gigantes;
  • andorinhas;
  • peixes coloridos;
  • águias;
  • fênix;
  • flores e personagens do folclore chinês.

Em muitos casos, as pipas ultrapassam vários metros de comprimento e exigem verdadeira habilidade para serem conduzidas.

A arte de construir uma pipa chinesa

Uma autêntica pipa tradicional é considerada uma obra de artesanato.

Ela costuma ser produzida com:

  • estrutura de bambu extremamente leve;
  • papel artesanal ou seda;
  • pintura feita à mão;
  • acabamento delicado.

Cada etapa exige precisão.

Os mestres artesãos estudam cuidadosamente o equilíbrio da estrutura para que a pipa voe com elegância e estabilidade.

Algumas oficinas familiares preservam técnicas transmitidas de geração em geração há centenas de anos.


Muito mais do que brincar

Na cultura chinesa, empinar uma pipa também possui um significado espiritual.

Existe a crença de que o vento pode levar embora preocupações, tristezas e energias negativas.

Em algumas regiões, as pessoas escrevem pedidos, sonhos ou desejos em pequenos pedaços de papel presos à pipa antes de soltá-la.

Há também um antigo costume de cortar a linha quando a pipa já está muito alta.

Ao deixá-la seguir livremente pelo céu, simbolicamente também se libertam os problemas, as doenças e as dificuldades da vida.

É um gesto simples, mas carregado de esperança.

A famosa andorinha de Beijing

Entre os diversos modelos tradicionais, um dos mais conhecidos é a pipa em forma de andorinha.

Ela se tornou um símbolo da cidade porque representa:

  • felicidade;
  • chegada da primavera;
  • prosperidade;
  • boas notícias.

Seu desenho elegante e suas asas abertas fazem dela uma das pipas mais admiradas da China.

O Festival das Pipas

Embora a cidade de Weifang, na província de Shandong, seja reconhecida como a "capital mundial das pipas" e sedie o maior festival internacional dedicado a elas, Beijing também promove encontros e competições locais durante a primavera, reunindo artesãos e apaixonados por essa tradição.

Weifang, na província de Shandong

Nesses eventos é possível observar verdadeiras obras-primas voando, algumas com dezenas de metros de comprimento e formatos impressionantes.

Uma tradição que une gerações

Talvez o aspecto mais bonito dessa tradição seja justamente sua capacidade de aproximar as pessoas.

É comum ver avós ensinando os netos, pais ajudando os filhos e grupos de amigos compartilhando um dia ao ar livre.

Enquanto muitos olham apenas para o céu, os chineses enxergam algo maior: uma oportunidade de cultivar paciência, equilíbrio, alegria e conexão com a natureza.

Cada pipa que sobe ao vento representa um encontro entre técnica, arte e filosofia, lembrando que, assim como ela, nossos sonhos também podem ganhar altura quando encontram o vento certo.

Fonte:IA/fotos:web

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