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quarta-feira, 30 de março de 2022

Cruzamento de Shibuya. Tokyo, Japão

 Muitas cidades têm seus próprios lugares significativos, como a Estátua da Liberdade em Nova York, a Torre Eiffel em Paris ou a Praça Vermelha em Moscou. Tokyo, por sua vez, não pode ser imaginada sem Shibuya – a travessia mais charmosa, extraordinária e emaranhada do mundo. 


Enquanto os pedestres aguardam o semáforo, o número de pessoas que se acumulam nas calçadas chega a várias centenas. Assim que a luz verde acende, todos eles correm pela estrada seguindo as inusitadas faixas diagonais e se movem de quatro direções simultaneamente. Milhares de pessoas caminham diariamente pelo Shibuya Crossing: é o pulso e a imagem da vida dinâmica da capital do Japão. 




The Crossing está localizado perto da Estação Shibuya é a quarta estação ferroviária mais movimentada do Japão. Possui seis saídas, sendo uma delas chamada Hachikō em homenagem ao famoso cão, símbolo de fidelidade no Japão. A estátua fica perto de um dos cantos de Shibuya na encruzilhada. 


No Japão da década de 1930, Hachikō passou quase 10 anos esperando seu dono voltar do trabalho e por conta disso, ele se transformou em símbolo de lealdade e fidelidade na cultura japonesa. O famoso cachorro também é conhecido em japonês como 忠犬ハチ公 (chuuken hachikō), que pode ser traduzido como ‘fiel cão Hachikō’.


Hoje, ele continua sentadinho olhando para a estação de Shibuya, onde diversos turistas e moradores passam todos os dias – seja para tirar fotos com ele ou para usar como ponto de encontro.


História do cão Hachikō

Para aqueles que não estão familiarizados com a história de Hachikō, ele era um cachorro da raça Akita e era o animal de estimação do professor Hidesaburo Ueno (上野 英三郎) da Universidade de Tokyo.

Todos os dias, Hachikō saía de casa sozinho e ia até a estação de Shibuya para esperar o seu dono retornar do trabalho. O tradicional cotidiano foi interrompido quando Hidesaburo teve um derrame e veio a falecer, enquanto trabalhava na universidade. E foi aí que o fato marcante ocorreu. Após a morte de seu dono em 1925, Hachikō retornou à estação de trem de Shibuya no dia seguinte, como de costume, e todos os dias depois disso pelos anos seguintes, até sua morte em março de 1935.


A foto foi tirada em torno de 1934 e retrata Hachiko deitado em frente à estação de Shibuya, em Tokyo.

A foto feita por Isamu Yamamoto, um ex-bancário que viveu perto da estação de Shibuya, foi encontrada pela família de Yamamoto em uma arrumação da casa onde ele viveu até 1947.

Fontes: www.airpano.com/gogonihon.com/greenmebrasil.com/


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