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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Vacina contra Covid-19 é eficaz, afirma brasileira que publicou pesquisa do genoma na “Science”

Vacinas contra a Covid-19: como elas vão proteger e por quanto tempoAs mudanças do genoma do novo coronavírus (Sars-Cov-2) vem sendo mapeadas pela cientista Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da USP. A cientista lidera um estudo que foi publicado na quinta-feira (23) na revista “Science”, onde foram sequenciados 427 genomas do novo coronavírus em 21 estados do Brasil.
Segundo o estudo, entre as mais de 100 linhagens do vírus identificadas no Brasil, três são dominantes. A pesquisadora afirmou que o sequenciamento permite descobrir, entre outras coisas, se o vírus sofre poucas mutações, aspecto que facilita a produção de vacina, segundo noticiou o G1.
Covid-19: "Portugal é um país de risco" - Ciência
“No caso da Covid-19, aparentemente, a vacina vai responder porque o vírus muta muito pouco.” Disse Ester, que é pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FM-USP).
Ester destacou que a variabilidade das mutações de vírus como o HIV e da Influenza é de 30%, mas a amostra brasileira da Covid-19 só apresentou 3 variações.
Renato Santana de Aguiar, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos líderes do estudo, afirmou ser importante escolher as sequências que provocam resposta imune mais forte e linhagens que melhor representem a diversidade do vírus. Isso ajudará a “monitorar as candidatas a vacinas existentes e acelerar o desenvolvimento de vacinas subsequentes", explicou.
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Sabino participou de um primeiro sequenciamento do código genético do vírus em fevereiro juntamente com outros pesquisadores brasileiros.
O atual estudo foi realizado em parceria com 15 instituições de pesquisa do Brasil, com a Imperial College London e a Universidade de Osford, no Reino Unido. Segundo divulgou o G1 trata-se do maior sequenciamento da América Latina, e cientistas afirmam ser um dos maiores do mundo.
Sabino afirmou que a análise revelou ter ocorrido mais de 100 introduções do vírus para o Brasil, provenientes principalmente da Europa. "Foram várias introduções diferentes, por pessoas diferentes, carregando um vírus diferente do outro", explicou Sabino.
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As entradas, segundo a cientista, ocorreram em São Paulo (36%), Minas Gerais (24%), Ceará (10%) e Rio de Janeiro (8%). Possivelmente esse número pode ter sido maior, e seria necessário sequenciar mais genomas para encontrar possíveis variações, explicou Sabino.
Segundo estudo anterior, realizado pela Fiocruz, ao menos 6 linhagens do Sars-Cov-2 circularam no Brasil no início da pandemia, sendo apenas 3 de transmissão comunitária em solo brasileiro.
Como funcionam 4 vacinas que estão sendo testadas contra o ...
No estudo, foi possível constatar que medidas como fechamento de escolas e lojas, em março, viabilizaram a redução da taxa de reprodução da doença de 3 para 1 a 1,6 nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Significando que cada pessoa contaminou uma a duas pessoas, ao invés de 3.
Os pesquisadores enfatizaram ser necessário impedir transmissão futura do vírus, ampliando a testagem, rastreamento de contatos, quarentena de novos casos e coordenar medidas de distanciamento social em todo o país.
Fonte: Fonte: Diário do Povo Online    24.07.2020 10h32/Por Beatriz Cunha
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terça-feira, 7 de julho de 2020

Anvisa aprova vacina chinesa contra Covid-19

Fonte: Diário do Povo Online    07.07.2020 13h24


O governo do estado de São Paulo anunciou na segunda-feira (6), que irá recrutar 9.000 profissionais da saúde voluntários, de diversas regiões do Brasil a partir da próxima segunda-feira (13), para participar da terceira fase de testes da vacina contra o novo coronavírus.
A vacina foi desenvolvida pela Sinovac, farmacêutica chinesa de biotecnologia e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (Anvisa).
A terceira fase dos testes foi autorizada pela Anvisa, e deverá ser realizada pelo laboratório chinês em parceria com o Instituto Butantan.
Anvisa aprova estudo clínico de vacina chinesa para Covid-19 ...O governador de São Paulo, João Dória, informou na segunda-feira, que após o recrutamento, a vacina será aplicada nos voluntários, no dia 20 de julho.
Como pré-requisito, os voluntários deverão todos ser profissionais de saúde, e não poderão ter sido contaminados pela Covid-19 anteriormente. Mulheres só poderão participar do projeto caso não estejam grávidas e nem planejem engravidar nos próximos 3 meses.
Os voluntários deverão morar nas proximidades de um dos 12 centros de pesquisa a conduzir o projeto, segundo noticiou o G1.
Em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, Dória afirmou que a inscrição é válida para profissionais de saúde, médicos, paramédicos e enfermeiros, em exercício ou que já exerceram a profissão.
Anvisa autoriza testes de vacina chinesa contra Covid-19 | Jovem Pan
“No mundo são 136 vacinas em desenvolvimento, 12 em estudos clínicos. Desses 12, apenas 3 estão na fase chamada fase 3. Então, a partir da aprovação da Anvisa, nós nos credenciamos como uma das 3 vacinas que têm grande chance de chegar ao público muito rapidamente”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.
O Instituto Butantan informou que uma fábrica está sendo adaptada para produzir a vacina. A capacidade de produção é de 100 milhões de doses, e o Brasil deverá ficar com 60 milhões de doses para distribuição, segundo prevê o acordo com a Sinovac.
GuarulhosWebA parceria entre o Instituto Butantan e a Sinovac foi anunciada pelo governo de São Paulo em 11 de junho, tendo Dória afirmado que a vacina será disponibilizada pelo SUS a partir de junho de 2021, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança.
Os testes da fase 3 da CoronaVac, nome da vacina serão realizados em larga escala e precisam fornecer resultados definitivos sobre sua eficácia e segurança, ou seja, como resultado espera-se que seja capaz de criar anticorpos para imunizar contra a Covid-19.

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

OMS: Vacina testada no Brasil é a mais avançada em pesquisas

Brasil vai participar de testes de vacina de Oxford - Reuters

Jamil Chade - Colunista do UOL
02/07/2020 14h30
Resultado de imagem para Vacina testada no Brasil é a mais avançada em pesquisasSob testes no Brasil, a vacina contra a Covid-19 pesquisada pela Universidade de Oxford e pela empresa AstraZeneca é hoje a que mais está avançada no que se refere ao seu desenvolvimento. Soumya Swaminathan, cientista da Organização Mundial da Saúde (OMS), revelou que 17 vacinas estão hoje em fase de testes clínicos e acompanhadas pela agência de saúde. 


O anúncio foi feito depois de dois dias de reuniões da agência com 1,3 mil cientistas de 93 países. Uma das participantes foi a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. O produto de Oxford entrou em sua terceira fase de testes clínicos, enquanto outras cinco vacinas estão na segunda etapa. 

O produto de Oxford entrou em sua terceira fase de testes clínicos, enquanto outras cinco vacinas estão na segunda etapa. Mas um resultado final ainda pode levar meses e a própria OMS evita dar um prazo. 

Algumas das pesquisas, por exemplo, deverão levar de doze a 18 meses apenas para examinar os resultados da terceira fase. 

No Brasil, o acordo com os britânicos prevê a compra de lotes da vacina e da transferência de tecnologia. 100 milhões de doses seriam adquiridas, caso ela se mostre eficaz. 

A fase 3 de desenvolvimento é última fase antes de o produto entrar no mercado. No Brasil, é a Unifesp quem lidera o processo.

Ana Maria Restrepo, da equipe da OMS, afirmou que a agência está "encorajada" pelos avanços. Mas evita antecipar qualquer data de conclusão ou resultado. Segundo ela, existem ainda outras 150 candidatas à vacina sendo pesquisadas, mas ainda não entraram na fase de testes clínicos. 

Para Soumya, o centro do debate hoje ocorre no processo para acelerar o desenvolvimento dessas vacinas, sem perder o rigor científico. Segundo ela, desde o começo do ano, o mundo viu uma "explosão de conhecimento e pesquisa", com uma média de 500 a mil publicações por dia sendo submetidas para exame.

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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Governo anuncia parceria para produzir vacina contra covid-19




O Brasil fechou acordo para disponibilização no futuro de doses de uma vacina que está sendo testada para o tratamento da covid-19. O medicamento está sendo desenvolvido em uma iniciativa conjunta da Universidade de Oxford e de um laboratório no Reino Unido e já está sendo testado no País.

O acordo prevê a produção de 100 milhões de doses de vacina por meio da aquisição de insumos e transferência de tecnologia para produção no país. Caso seja comprovada a eficácia deste tratamento, dois lotes, de 15,2 milhões de unidades cada, serão disponibilizados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, totalizando cerca de 30 milhões de doses, ao custo de US$ 127 milhões. Os primeiros lotes serão destinados aos grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades, além de profissionais de saúde e trabalhadores da segurança pública.
Governo anuncia parceria para produzir vacina contra Covid-19 ...O Brasil poderá ainda contar com mais 70 milhões de doses, por cerca de US$ 160 milhões.

Em entrevista coletiva em Brasília, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, justificou a opção por assumir o risco da pesquisa, mesmo sem a comprovação da eficácia do medicamento. “O risco é necessário devido à urgência de busca de solução efetiva para as demandas de saúde pública. Consideramos um avanço para a tecnologia nacional e uma amostra do esforço do governo de encontrar soluções para a população brasileira."

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, destacou a situação promissora deste tratamento. “A vacina já está na fase 3, em fase clínica. O Brasil é representante do conjunto de nações que estão testando a vacina. A gente tem uma oportunidade de produzirmos e avançarmos com a oferta desta parceria e encomenda tecnológica. É óbvio que toda e qualquer entrega à população será feita com respeito aos critérios farmacológicos e clínicos e da segurança à população”, declarou.
Governo anuncia parceria para produzir vacina contra covid-19 ...
Caso não seja comprovada a eficácia, o secretário de Vigilância em Saúde informou que não haverá aplicação da vacina, mas que permanece a transferência de tecnologia prevista no acordo para continuar avaliando soluções de tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, há 460 projetos de pesquisa aprovados sobre diferentes aspectos relacionados à covid-19, de tratamentos ao entendimento da doença. Há também 114 ensaios clínicos e 44.262 participantes dessas iniciativas.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 2 mil voluntários em São Paulo e com 1 mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D'Or.



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quinta-feira, 25 de junho de 2020

China lança testes em humanos para a nova vacina contra Covid-19

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A China lançou o primeiro teste humano do seu candidato a vacina de proteína recombinante contra a Covid-19, um novo tipo de vacina que se mostrou segura e eficaz em modelos animais e é fácil de ser produzida em massa, disse o desenvolvedor da vacina na terça-feira (23).
A vacina foi aprovada para a fase um do ensaio clínico pela Administração Nacional de Produtos Médicos em 19 de junho, de acordo com uma declaração do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências. Os detalhes do teste ainda não foram divulgados.
É a terceira tecnologia de vacina do país, depois da vacina do vetor de adenovírus e da vacina inativada, a entrar em ensaios clínicos na China. Cientistas e empresas chinesas agora estão testando seis candidatos a vacina em seres humanos, incluindo um vetor, quatro inativados e uma vacina protéica recombinante.
No entanto, nenhum desses candidatos passou no ensaio clínico da fase crítica três, que normalmente requer grande número de receptores e deve ser realizado em regiões onde a epidemia ainda está em andamento.
O novo candidato a vacina é desenvolvido em conjunto pelo instituto e pela Anhui Zhifei Longcom Biofarmaceutical. Cientistas de Israel também relataram estar trabalhando em uma vacina protéica recombinante, e os resultados de seus testes em animais foram publicados no servidor de pré-impressão BioRxiv, não revisado por pares, na semana passada.
China lança testes em humanos para a nova vacina contra Covid-19



A China lançou o primeiro teste humano do seu candidato a vacina de proteína recombinante contra a Covid-19, um novo tipo de vacina que se mostrou segura e eficaz em modelos animais.
Uma vacina recombinante de proteínas envolve o uso de uma parte específica do vírus, como a proteína de pico do antígeno, para desencadear uma resposta imune protetora, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Eles são conhecidos por fornecer proteção muito forte e é muito seguro, embora possam ser necessários disparos de reforço para obter proteção contínua.
Algumas vacinas recombinantes comuns incluem as contra hepatite B, gripe, tosse convulsa e papilomavírus humano ou HPV.
A vacina de proteína recombinante chinesa usa a proteína de pico do novo coronavírus para obter uma resposta imunológica, informou o instituto. Foi testado em camundongos e macacos rhesus e demonstrou produzir anticorpos neutralizantes de vírus altamente potentes.
A carga viral nos animais de teste também diminuiu visivelmente, reduzindo os danos do vírus aos tecidos pulmonares, acrescentou o instituto. Além disso, a tecnologia usada para fabricar a vacina pode ser reforçada em escala industrial, com alta produção, baixo custo e praticidade relativamente forte.
No entanto, o instituto enfatizou que ainda são necessários muito trabalho e testes em humanos antes de aprovar o candidato a vacina e disponibilizar no mercado. 
Fonte: Diário do Povo Online    24.06.2020 13h58
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