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segunda-feira, 15 de junho de 2026

“Os Guerreiros de Terracota: O Exército mortal que guarda os segredos da China há mais de 2 Mil Anos”

 Vamos entrar em um dos maiores mistérios arqueológicos do mundo — os Guerreiros de Terracota e sua ligação inseparável com Xi’an. Não é exagero dizer que esta descoberta mudou a forma como o mundo enxerga a história da China.


Os Guerreiros de Terracota e Xi’an: o exército silencioso que atravessou mais de 2 mil anos



Quem mandou construir os Guerreiros?

Tudo começa com Qin Shi Huang.

Em 221 a.C., ele unificou os reinos rivais e criou o que muitos historiadores consideram o nascimento da China imperial.

Entre suas realizações:

  • padronizou escrita e moeda;
  • organizou estradas;
  • fortaleceu sistemas administrativos;
  • iniciou grandes projetos defensivos que mais tarde se conectariam ao que conhecemos como a *Grande Muralha da China.
*A Grande Muralha da China foi idealizada pelo imperador Qin Shi Huang (também conhecido como o Primeiro Imperador da China) por volta de 220 a.C

Mas havia algo que o imperador temia profundamente: a morte.

Por isso, ordenou a criação de um enorme mausoléu acompanhado por um exército completo para protegê-lo na eternidade.

Planta do complexo funerário, Mausoléu do Imperador Qin Shi Huangdi (diagrama de Weixing Zhang; modificado por Alexandra Nach). O túmulo em forma de pirâmide e as Fossos do Exército, atualmente o local do Museu do Túmulo do Primeiro Imperador, estão a 1,22 km/0,75 milhas de distância um do outro.

fonte das 2 fotos acima: fertilmente.com.br/2017/10/exercito-terracota-imperador-Chines.html


O que são os Guerreiros de Terracota?

Terracotta Army é um conjunto monumental de esculturas em tamanho real.

São soldados feitos de argila que permaneceram enterrados por mais de dois mil anos.

O mais impressionante:

  • milhares de figuras já foram encontradas;
  • cada rosto parece ter características próprias;
  • existem soldados, oficiais, arqueiros, cavalos e carruagens;
  • as formações seguem estratégias militares reais.

Não são estátuas decorativas — foram organizadas como um verdadeiro exército.



A descoberta que aconteceu por acaso

Em 1974, agricultores da região cavavam um poço e encontraram fragmentos de cerâmica.

Aquilo levou arqueólogos a uma das maiores descobertas arqueológicas do século XX.

Desde então, as escavações continuam.

E um detalhe fascinante:

acredita-se que boa parte do complexo funerário ainda permaneça intocada.



O túmulo do imperador: o grande mistério

No centro do complexo está o mausoléu de Qin Shi Huang.

Mas o túmulo principal nunca foi aberto.

Por quê?

Porque arqueólogos temem danificar pinturas, materiais e estruturas internas antes que existam técnicas suficientemente seguras.

Antigos registros descrevem:

  • rios representados por mercúrio;
  • teto simulando o céu;
  • mecanismos de proteção.

Alguns estudos modernos identificaram níveis incomuns de mercúrio na área — aumentando ainda mais o fascínio em torno do local.


O que mais existe além dos soldados?

Muita gente imagina apenas fileiras de guerreiros, mas o complexo é muito maior.

Foram encontrados:

  • cavalos;
  • carruagens cerimoniais;
  • armamentos;
  • músicos;
  • funcionários administrativos;
  • estruturas que reproduziam o funcionamento do império.

Era praticamente uma “cidade subterrânea”.


Como os guerreiros eram originalmente?


Um dos fatos mais surpreendentes:

Os guerreiros NÃO eram cinza.

Originalmente possuíam:

  • vermelho;
  • azul;
  • verde;
  • roxo;
  • preto.

Ao entrarem em contato com o ar durante as escavações, grande parte das tintas desapareceu rapidamente.

Hoje os arqueólogos trabalham para preservar os vestígios restantes.



Como visitar os Guerreiros de Terracota

O complexo principal fica nos arredores de Xi’an.

A experiência normalmente inclui:

Pavilhão 1

O mais impressionante — enormes fileiras de soldados.

Pavilhão 2

Formações militares variadas.

Pavilhão 3

Área interpretada como centro de comando.

Museu

Explica técnicas de construção e restauração.

Carimbo de oficina em um azulejo do período Qin (Museu do Mausoléu de Qin Shihuang, Lintong; foto: Gary Todd, CC0 1.0)

Curiosidades que quase ninguém conhece

  • Nenhum guerreiro encontrado é exatamente igual ao outro.
  • Alguns estudiosos acreditam que artesãos reproduziram características reais de soldados.
  • O complexo ainda não foi totalmente escavado.
  • O local é considerado um dos maiores tesouros arqueológicos do planeta.
  • Descobertas continuam acontecendo até hoje.

Fonte:IA/fotos:web

CEO Chinatur
Eng. M.Sc. Sokan Kato Young
11 98149-5847

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Os guerreiros de terracota do imperador Shihuangdi

 O primeiro imperador da China mandou construir um mausoléu para usufruto na eternidade, fazendo-se proteger por um exército de guerreiros de terracota.

por: Marcos Martinón-Torres, Xiuzhen Li, Andrew Bevan, Thilo Reheren


O primeiro imperador da China unificada, Qin Shihuangdi, quis viajar em segurança para o Além. Para tal, fez-se acompanhar de um gigantesco exército de guerreiros de terracota que deveriam proteger o seu túmulo para toda a eternidade.

O complexo funerário do primeiro imperador da China é um sítio arqueológico excepcional pelo seu tamanho e complexidade. Os trabalhos de prospecção e reconhecimento no terreno identificaram já cerca de seiscentas fossas num espaço que abarca perto de 100 quilómetros quadrados. A escala deste local, equiparável à de uma cidade, torna-se mais impressionante se tivermos em conta que todas as estruturas enterradas em Xi’an foram erguidas em menos de 40 anos e para servir uma única pessoa.

Um colossal mausoléu

O túmulo do imperador é o elemento mais visível e importante do complexo funerário e constitui também uma das maiores fontes de enigmas. Enquanto a maioria das estruturas documentadas pelos arqueólogos se encontra no subsolo, o túmulo imperial ergue-se como uma imponente colina artificial com mais de 50 metros de altura, com arestas que lhe dão a forma de pirâmide.

Yandex
©FUNDAÇÃO CV MARQ
A fotografia aérea mostra em toda a sua magnitude as dimensões do mausoléu do imperador Qin Shihuangdi em Xi’an, que continua a ser escavado na atualidade.

Qin Shihuangdi
Qin Shihuangdi era o soberano de Qin, o reino no Oeste da China, sob cuja liderança terminou a conquista dos restantes seis reinos nos quais se dividia o país no final da época dos Reinos Combatentes (450-221 a.C.). Segundo as fontes históricas, as guerras entre estes tinham tido um custo de 1.128.000 mortos. Por fim, Qin impôs-se aos vizinhos graças a formidáveis forças de infantaria e besteiros a cavalo. A agregação de um exército assim só foi possível através da concessão da propriedade de terra aos camponeses e da generalização dos impostos baseados na produção.

O grande exército de terracota

Recuperaram-se até agora cerca de dois mil guerreiros e estima-se que possam existir mais seis mil enterrados. Graças às pormenorizadas anotações dos arqueólogos que escavaram o sítio arqueológico, podemos atualmente usar sistemas de informação geográfica para realizar mapas de distribuição dos guerreiros e das suas armas tal como se encontraram.

Para a produzir, os artesãos tinham de trabalhar um mineral de bário juntamente com quartzo, minerais de cobre e sais de chumbo a altas temperaturas, provocando uma peculiar reacção química. Para aglutinar os pigmentos e conferir-lhes uma consistência pastosa que permitisse a sua aplicação, os pintores usavam materiais orgânicos como ovos e gomas derivadas de produtos animais, que ainda conseguimos detectar através das suas proteínas nas análises biomoleculares.

FOTOGRAFIAS: ©FUNDAÇÃO CV MARQ

Armas de bronze afiadas

Os guerreiros de terracota estavam fortemente armados com espadas, lanças, alabardas, arcos e bestas. Ao contrário das próprias figuras, que são imitações de guerreiros de carne e osso, as armas são verdadeiras, estão prontas para a batalha e são potencialmente letais. As partes fabricadas com materiais orgânicos, como as hastes das lanças ou das bestas, não se preservaram. Em contrapartida, os elementos fabricados com metal mantiveram-se e foram objecto de inúmeros estudos.

©FUNDAÇÃO CV MARQ


Uma das dimensões mais fascinantes do complexo funerário do primeiro imperador é a organização logística existente após a sua construção. A qualquer escala, desde a observação de um minúsculo pigmento sob o microscópio até à apreciação da própria magnitude do local, é inevitável evocar a quantidade extraordinária de materiais, esforços e ideias que convergem neste empreendimento único. Para levar a cabo uma obra como esta, foi necessário obter incontáveis toneladas de recursos naturais e fabricar produtos que não existiam na natureza para depois recriar combinações únicas; mobilizaram-se milhares de pessoas de diferentes culturas, que trouxeram a sua energia e os seus conhecimentos; materializaram-se planos que nunca ninguém antes fora capaz de conceber. Pessoas, materiais e ideias foram as engrenagens de um complicadíssimo relógio que não tolerava erros nem atrasos.

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Fonte: nationalgeographic.pt/historia/exercito-guerreiros-terracota-imperador-china_4959