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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Xi Jinping estende felicitações por Festa da Primavera a todos chineses

 


O presidente chinês, Xi Jinping, em nome do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) e do Conselho de Estado, estendeu felicitações pela Festa da Primavera a todos os chineses neste domingo em uma recepção em Beijing.

Xi, também secretário-geral do Comitê Central do PCCh e presidente da Comissão Militar Central, fez um discurso na reunião no Grande Palácio do Povo, saudando o povo chinês de todos os grupos étnicos, compatriotas em Hong Kong, Macau e Taiwan, além dos chineses no exterior.

A Festa da Primavera, ou o Ano Novo Lunar Chinês, cai em 1º de fevereiro este ano.

Xi disse que todas as conquistas feitas pelo Partido e pelo povo nos últimos 100 anos são atribuídas à unidade e ao trabalho árduo, que representam o símbolo espiritual mais notável do PCCh e do povo chinês.

"Uma vez que os 1,4 bilhão de chineses permanecerem sempre unidos e os 95 milhões de membros do PCCh permanecerem sempre próximos ao povo por um futuro compartilhado, certamente poderemos continuar criando milagres impressionantes na nova jornada à frente", observou Xi.

Os líderes do Partido e do Estado Li Keqiang, Li Zhanshu, Wang Yang, Wang Huning, Zhao Leji, Han Zheng e Wang Qishan estiveram presentes na recepção. Li Keqiang presidiu o evento.


Fonte: Diário do Povo Online

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Perfil: Xi Jinping, o homem que lidera o PCCh em nova jornada


Poucos partidos políticos no mundo inteiro poderiam ter uma história tão longa e um período ininterrupto tão longo de governança do Estado. O PCCh tem sido o partido no poder da China por 72 anos. Atualmente, Xi é o núcleo da liderança do PCCh. Antes dele, gerações de lideranças coletivas centrais se estenderam por décadas com Mao Zedong, Deng Xiaoping, Jiang Zemin e Hu Jintao como representantes-chefe.

Desde que foi eleito secretário-geral do Comitê Central do PCCh em novembro de 2012, Xi tem sido visto como um homem de determinação e ação, um homem de pensamentos e sentimentos profundos, um homem que herdou um legado mas ousa inovar, e um homem que tem visão prospectiva e está comprometido a trabalhar incansavelmente.

Sob sua liderança, a China está se tornando um país poderoso e agora está entrando em uma era de força, segundo o Channel News Asia.

Xi Jinping faz um importante discurso em uma cerimônia para marcar o 100º aniversário da fundação do Partido Comunista da China em Beijing, capital da China, em 1º de julho de 2021. (Xinhua/Ju Peng)

CAMINHANDO COM O POVO

Em setembro, durante uma inspeção à vila de Gaoxigou, na Província de Shaanxi, noroeste do país, Xi parou em terras agrícolas para verificar as plantações e conversar com os aldeões que trabalhavam nos campos. Xi saudou as realizações do alívio da pobreza local. Gaoxigou era uma aldeia pobre; hoje é próspera graças aos incansáveis esforços dos quadros e aldeões.

Foi em 1974, em Liangjiahe, Shaanxi, a cerca de 150 quilômetros de Gaoxigou, que Xi se juntou ao Partido. Ele tinha apenas 15 anos de idade quando chegou a Liangjiahe em 1969 como um "jovem educado". Ele passaria os sete anos seguintes vivendo na pequena aldeia no rural Planalto Loess; ao final de um dia de trabalho, ele retornaria à sua primitiva casa na caverna e dormiria em uma simples cama de barro. Levaria 38 anos e vários postos de trabalho em vários níveis da hierarquia do Partido até que fosse elevado ao cargo mais alto.

Depois de ingressar no PCCh, Xi se tornou secretário do Partido em Liangjiahe. Expondo seu calibre, um de seus colegas da aldeia disse que Xi "trabalhava conscienciosamente, tinha muitas ideias e podia unir a população e os quadros".

Recordando seu tempo na aldeia pobre, Xi disse que o que ele queria mais do que tudo era possibilitar que os aldeões "tivessem carne em seus pratos".

Em seu tempo livre, o jovem Xi devorava o máximo de livros que podia. Em particular, ele leu Das Kapital três vezes; suas reflexões sobre o trabalho seminal encheram 18 cadernos.

Seu pai, Xi Zhongxun, estava entre a primeira geração de líderes centrais do PCCh. Xi Jinping evocava com frequência a sabedoria que lhe foi transmitida pelo ancião Xi. Inspirado por um livro escolar muito amado, ele decidiu que carregaria a tocha revolucionária desde tenra idade.

Em 1975, Xi foi admitido na prestigiosa Universidade Tsinghua em Beijing. Após se graduar, ele trabalhou pela primeira vez no escritório geral da Comissão Militar Central antes de se mudar para Zhengding, um distrito na Província de Hebei, no norte do país, em 1982.

Aos 59 anos de idade, Xi foi elevado ao cargo mais alto do Partido em novembro de 2012. Cerca de um mês depois, ele enfrentou o frio do inverno para visitar os aldeões pobres em Hebei. Sentado com eles, Xi perguntou sobre sua renda, e se eles tinham comida suficiente e colchas e carvão suficiente para se manterem aquecidos durante o inverno. Xi disse que seu coração afundou quando viu que alguns aldeões ainda estavam lutando para sobreviver.

Xi Jinping visita aldeões carentes na aldeia de Luotuowan, na vila de Longquanguan, distrito de Fuping, Província de Hebei, norte da China, em 30 de dezembro de 2012. (Xinhua/Lan Hongguang)

FORTALECENDO O PARTIDO

O ano de 2021 é também o nono ano da campanha anticorrupção de Xi, a mais extensa da história chinesa. Não dá sinais de afrouxamento.

Mais de 20 funcionários e executivos de alto escalão do setor financeiro foram punidos ou investigados este ano. E nos últimos 30 dias ou mais, um ex-funcionário de nível ministerial no departamento de aplicação da lei do governo central foi investigado enquanto um outro foi punido.

Quando Xi foi eleito secretário-geral do Comitê Central do PCCh, a China já era a segunda maior economia do mundo. Ainda assim, enfrentou desafios internos.

"Os fatos provam que, se a corrupção se espalhar, acabará levando à destruição de um partido e à queda de um governo", disse Xi em um aviso severo.

Nos últimos nove anos, mais de 400 funcionários de nível ministerial ou superior foram punidos ou investigados, incluindo um ex-membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do PCCh e dois ex-vice-presidentes da Comissão Militar Central. De 2014 a 2020, mais de 8.300 fugitivos foram repatriados de mais de 120 países e regiões.

"Em um momento essencial, Xi virou a maré", disse um editorial da mídia estrangeira.

Xi ordenou esforços para "fechar o poder na gaiola dos controles sistêmicos". Ele também liderou o estabelecimento da Comissão Nacional de Supervisão. Todos os funcionários do setor público foram colocados sob supervisão após a reforma da supervisão.

Em outubro de 2017, o Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para Uma Nova Era foi oficialmente instituído no 19º Congresso Nacional do PCCh. O pensamento foi consagrado no Estatuto do PCCh e na Constituição da China.

TORNANDO A CHINA FORTE

Após a Guerra do Ópio de 1840, a China foi gradualmente reduzida a uma sociedade semicolonial e semifeudal. Foi intimidada por potências estrangeiras e sofreu com a pobreza e fraqueza.

"Que humilhação! A China foi pisoteada naquela época", disse Xi ao relembrar aquela parte da história.

O PCCh foi fundado em 1921 para mudar a situação.

Xi acredita que a revitalização exige um design estratégico e trabalho árduo. Ele assumiu a liderança por ser um homem de ação. Só em 2019, ele participou de mais de 500 eventos importantes. Seu itinerário de trabalho abrangeu fins de semana de cerca de 30 semanas naquele ano. Ele revisou cada esboço dos principais planos de reforma.

Embora Xi tenha pouco tempo para si, ele consegue encontrar tempo para nadar. Isso e o trabalho físico durante sua juventude garantiram que ele tivesse vigor suficiente para lidar com os assuntos do Partido, do governo e do exército. Mais importante, ele é movido por um senso de missão.

"A felicidade é alcançada através do trabalho duro", disse ele.

Xi Jinping inspeciona uma escola primária da vila de Laoxian, distrito de Pingli, cidade de Ankang, Província de Shaanxi, no noroeste da China, em 21 de abril de 2020. (Xinhua/Xie Huanchi)

"Xi absorve conhecimento suficiente dia a dia, por isso é impossível enganá-lo com mentiras ou se gabando. Temos que ser honestos ao nos reportarmos a ele", disse Zhang Mengjin, um ex-colega de Xi na Província de Zhejiang.

Quando os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial contra a China, ele elaborou a estratégia de que a China não quer uma guerra comercial, mas não tem medo dela e lutará em uma, se necessário.

Ele também disse que fortalecer o diálogo e a cooperação é a única escolha certa para os dois países. "O vasto Oceano Pacífico tem espaço suficiente para os dois grandes países China e Estados Unidos", disse Xi.

Na véspera do Ano Novo Lunar de 2020, com a epidemia de COVID-19 nublando as festividades, Xi passou uma noite sem dormir. No dia seguinte, ele convocou uma reunião da liderança do Partido para discutir a resposta do país. Antes da reunião, Xi havia tomado a decisão de aumentar as restrições ao movimento de pessoas e aos canais de saída em Hubei e Wuhan. O tempo mostrou como essa abordagem rígida era a única opção viável.

Xi Jinping fala com um paciente e profissionais médicos por vídeo no Hospital Huoshenshan em Wuhan, Província de Hubei, no centro da China, em 10 de março de 2020. (Xinhua/Ju Peng)

ABRINDO NOVOS CAMINHOS DA REFORMA

Quando Xi assumiu o cargo como secretário-geral do Comitê Central do PCCh, a força da China havia aumentado significativamente após mais de 30 anos de reforma e abertura. No entanto, não foi isento de problemas, incluindo pressão para baixo sobre a economia, disparidades de riqueza, danos ambientais e tensão social. As reformas também encontraram alguma resistência. Era necessária uma abordagem mais científica de alto nível.

Xi projetou um modelo chinês de modernização caracterizado por um caminho de desenvolvimento inovador, coordenado, verde e aberto para todos.

Xi Jinping aplaude o pessoal premiado com medalhas durante uma grande reunião para celebrar o 40º aniversário da reforma e abertura da China no Grande Palácio do Povo, em Beijing, capital da China, em 18 de dezembro de 2018. (Xinhua/Xie Huanchi)

Funcionários e especialistas que participaram do projeto e das avaliações disseram que Xi conduziu pessoalmente a pesquisa e tomou decisões, facilitando muitos avanços. Por exemplo, a nova proposição "deixar o mercado desempenhar o papel decisivo na alocação de recursos" resultou da decisão vital de Xi.

Para reverter o dano ambiental, Xi exigiu que as fábricas poluidoras resolvam os problemas ou enfrentem o fechamento. Ele emitiu uma proibição à pesca por 10 anos para proteger o rio mais longo da China, o Yangtzé. Ele deu seis instruções para demolir mansões ilegalmente construídas nas Montanhas Qinling, lar de pandas gigantes e muitos outros animais selvagens raros.

Xi Jinping se inteira sobre a conservação ecológica das Montanhas Qinling na Reserva Natural Nacional de Niubeiliang, Província de Shaanxi, noroeste da China, em 20 de abril de 2020. (Xinhua/Ju Peng)

Em 2021, a China ficou em 12º lugar no Índice Global de Inovação, superior ao Japão, Israel e Canadá. É o maior receptor de investimento estrangeiro direto e o maior mercado consumidor do mundo.

Até agora, a conquista mais impressionante na nova era foi a realização da primeira "meta centenária", ou seja, a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos, disse Liu Ronggang, outro pesquisador do Instituto de História e Literatura do Partido do Comitê Central do PCCh.

O termo moderadamente próspero, ou "Xiaokang" em chinês, origina-se do Livro das Canções da China antiga. É uma aspiração a uma vida confortável apreciada pelo povo chinês há milhares de anos.

Nos últimos nove anos, cerca de 100 milhões de pessoas foram tiradas da pobreza extrema.

Xi Jinping embarca no porta-aviões Shandong e revista a guarda de honra em um porto naval em Sanya, Província de Hainan, sul da China, em 17 de dezembro de 2019. (Xinhua/Li Gang)

CONTRIBUINDO PARA A COMUNIDADE GLOBAL

Xi tem estado na vanguarda dos esforços da China para se engajar e contribuir com a comunidade global.

"Tudo o que nós comunistas chineses fazemos é para melhorar a vida do povo chinês, renovar a nação chinesa e promover a paz e o desenvolvimento para a humanidade", disse Xi.

Altay Atli, um estudioso baseado em Istambul, Turquia, notou que há uma transformação da participação da China nos assuntos internacionais, sejam econômicos ou diplomáticos, sob a liderança de Xi, e que o mundo está testemunhando a emergência de um grande país com influência global.

"O mundo é tão grande, com tantos desafios, e é impossível que a voz da China não seja ouvida, as ideias de solução da China não sejam compartilhadas, e o envolvimento da China não seja necessário", disse Xi.

Em 2013, Xi apresentou o conceito de "construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade".

Xi Jinping faz discurso "Trabalhar Juntos para Construir uma Comunidade com um Futuro Compartilhado para a Humanidade" no Escritório das Nações Unidas em Genebra, Suíça, em 18 de janeiro de 2017. (Xinhua/Rao Aimin)
 Xi Jinping foi o primeiro chefe de Estado chinês a participar do Fórum Econômico Mundial em Davos. 

Até 2019, 180 países tinham estabelecido relações diplomáticas com a China, um aumento acentuado em relação a cerca de 30 nos anos 50. Nos últimos anos, cinco países da América Central e da região do Pacífico estabeleceram ou retomaram os laços diplomáticos com a China.

"Temos amigos em todos os cantos do mundo", disse Xi.

Ao se encontrar com a chanceler alemã Angela Merkel por videoconferência em outubro, Xi a chamou de uma velha amiga: "O povo chinês valoriza a amizade; não esqueceremos os velhos amigos e manteremos sempre a porta aberta para você".

"Precisamos 'dar as mãos' um ao outro em vez de 'deixar ir'. Precisamos 'derrubar paredes', não 'erguer paredes'", disse ele.

Xi Jinping preside a Cúpula Extraordinária China-África sobre a Solidariedade contra a COVID-19 e faz um discurso em Beijing, capital da China, em 17 de junho de 2020. (Xinhua/Ding Haitao)

CUMPRINDO NOVAS MISSÕES

O PCCh planeja realizar a revitalização nacional por meio de duas metas, conhecidas como "duas metas centenárias".

Em primeiro lugar, a modernização socialista deve ser "basicamente realizada" até 2035 e, em segundo lugar, a China deve ser construída em um grande país socialista moderno que seja próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e bonito até meados do século XXI, na altura do centenário da República Popular da China.

Xi descreveu o século passado do PCCh como "um milagre histórico" e expressou confiança de que a revitalização da nação chinesa está se concretizando. No entanto, ele também alertou que não é hora para indecisões. "Neste momento crítico, não devemos parar, hesitar nem esperar", disse Xi.

Ele alertou que alcançar a revitalização nacional não será um passeio no parque, e os próximos testes só serão mais complexos.

"Realizar este grande sonho exige uma grande luta", disse Xi Jinping.


Fonte: Xinhua | 2021-11-06 08:27:22 | Editor: huaxia
http://www.news.cn/english/2021-11/06/c_1310293742.htm (na íntegra)

www.chinatur.com.br

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Discurso de Xi Jinping na abertura da Feira CIIE 2018 em Shanghai

China promete abrir mais seu mercado diante das crescentes críticas

O presidente Xi Jinping mais uma vez prometeu nesta segunda-feira (05) uma abertura maior do mercado chinês às importações, uma repreensão velada aos Estados Unidos de Donald Trump e a todos que acusam Pequim de não cumprir suas promessas de reformas.


(EXPO DE IMPORTAÇÃO) CHINA-XANGAI-XI JINPING-CIIE-BANQUET (CN)

Ante um auditório lotado por dirigentes mundiais na primeira Exposição Internacional de Importações, realizada em Shanghai, o presidente chinês disse que seu país aumentará seus esforços para abrir seu mercado e aumentar suas compras no exterior, mas não anunciou medidas concretas.

"Vamos promover um ambiente de negócios de classe mundial", prometeu o líder da segunda maior economia do mundo, que celebra o 40º aniversário deste ano do lançamento da era de reformas e abertura.
"As portas da China nunca mais serão fechadas, elas se abrirão mais", disse o presidente chinês a personalidades como o primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev; a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde; e o fundador da Microsoft, Bill Gates.
A Exposição Internacional de Importações, realizada durante esta semana na capital econômica chinesa, é vista como uma resposta à guerra comercial lançada em julho pelo presidente Donald Trump, descontente com o colossal déficit acumulado por seu país.
Fonte: http://anoticia.clicrbs.com.br


China pede aos líderes mundiais que lutem contra protecionismo


Xi Jinping garantiu que os passos do gigante asiático para uma maior abertura econômica 'não vão mais parar'

 O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta segunda-feira, 5, aos líderes mundiais que lutem em comum contra a onda de protecionismo que percorre o mundo e garantiu que os passos do gigante asiático para uma maior abertura econômica "não vão mais parar".
"O sistema multilateral deve ser defendido", pediu Xi durante a inauguração da primeira Expo Internacional de Importação da China, evento realizado em Shanghai, onde insistiu sobre a necessidade de aprofundar a cooperação através de entidades internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
China pede aos líderes mundiais que lutem contra protecionismo
O presidente da China, Xi Jinping, pediu aos líderes mundiais que lutem em comum contra a onda de protecionismo que percorre o mundo e garantiu que os passos do gigante asiático para uma maior abertura econômica "não vão mais parar". Foto: Aly Song/Pool Photo via AP
Fonte: O Estado de S.Paulo
05 Novembro 2018 | 02h48

Xi Jinping promete melhorar condições de empresas estrangeiras na China Foto: Li Xueren / AP

Xi Jinping promete melhorar condições de empresas estrangeiras na China Foto: Li Xueren / AP

 Em um imponente salão repleto de empresários e autoridades do mundo financeiro, o presidente Xi Jinping prometeu o que chamou de “uma nova fase de abertura econômica” para a China. 
O discurso de tom conciliatório, carregado de recados direcionados aos Estados Unidos, anunciou medidas que, se implementadas, atendem demandas importantes dos americanos na queda de braço comercial com Pequim — até agora retórica. Isso explica por que a mensagem foi bem recebida pelos mercados na Ásia e no Ocidente; e é a confirmação de que o governo do Partido Comunista não pretende fechar as portas para uma saída negociada para o impasse comercial entre os dois países. 
Fonte: O Globo
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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Estilo Xi de fazer diplomacia aproxima a China do mundo

Beijing, 12 dez -- Uma diplomacia de grande país ao estilo chinês formou-se nos últimos cinco anos através das viagens ao estrangeiro feitas pelo presidente chinês, Xi Jinping.
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As 29 visitas a 58 países e importantes organizações internacionais e regionais nos cinco continentes ajudaram Xi a ganhar o título de "diplomata chefe" da China.
As viagens fortaleceram o papel de liderança da China em paz, segurança, governança e desenvolvimento globais, e promoveram um entendimento melhor do mundo em relação a uma visão e caminho da China, que inclui a cooperação de benefício mútuo e esforços para construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade.
RELAÇÕES INTERNACIONAIS DE BENEFÍCIO MÚTUO
A primeira viagem ao exterior de Xi depois que se tornou presidente chinês foi a Moscou em março de 2013, onde apresentou pela primeira vez seu plano diplomático.
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"Para avançar com o tempo, não podemos viver fisicamente no século 21, mas com uma mentalidade que pertence ao passado, estancados-nos velhos dias do colonialismo e limitados pela mentalidade da Guerra Fria e soma zero", declarou Xi no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, pedindo pela construção de um novo tipo de relações internacionais cujo núcleo é a cooperação em que ambos os lados podem ganhar.
As seis visitas de Xi à Rússia e mais de 20 reuniões com o presidente russo, Vladimir Putin, em diversas ocasiões elevaram as relações sino-russas a seu melhor nível da história. Os dois países servem juntos como uma âncora para a paz e segurança globais.
"Estou convencido de que o modelo de relações bilaterais que criamos deve tornar-se em um dos exemplos de interação civilizada entre países no século 21", declarou o presidente da Duma Estatal russa, Vyacheslav Volodin.
Os princípios impulsionados por Xi de não conflito, não confrontação, respeito mútuo e cooperação de benefício mútuo ajudaram a estabilizar os laços sino-americanos em meio a mudanças de liderança na Casa Branca e às incertezas consequentes dela.
Os intercâmbios de Xi com o presidente americano, Donald Trump, ajudaram a estabelecer novos mecanismos de diálogo de alto nível entre a China e os Estados Unidos, com o fim de promover a paz e segurança globais.
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As relações China-Europa se expandiram com cada uma das viagens de Xi ao continente. A China procura uma parceria com a União Europeia com base na paz, crescimento, reforma e cooperação bilateral de benefício mútuo. A excelente relação da China com os países da Europa Central e Oriental diminuíram significativamente as preocupações da Europa com a China.
Durante os cinco anos passados, a metade das visitas de Xi ao estrangeiro dedicou-se à promoção das relações com os vizinhos da China, incluindo o mecanismo de Cooperação Lancang-Mekong, a versão atualizada da Área de Livre Comércio com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e o Corredor Econômico Bangladesh-China-Índia-Mianmar, entre outros.
Entretanto, a cooperação com países em desenvolvimento na África e América Latina cresceu, com o envolvimento da China em um número de projetos de infraestrutura e desenvolvimento.
FORTALECENDO MULTILATERALISMO
A proposta de Xi para construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade é um pilar central do multilateralismo. A proposta destaca-se nos esforços diplomáticos da China nos últimos cinco anos em relação a Estados individuais e organizações regionais e internacionais.
Da Assembleia Geral da ONU, Fórum Econômico Mundial (FEM) em Davos, reuniões de líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, ao fórum do Grupo dos 20 (G20) e cúpula do BRICS que compreende o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, Xi reafirmou o compromisso chinês para a globalização econômica, multilateralismo dirigido pela ONU e a paz global.
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A globalização é hipocritamente acusada pelo baixo crescimento da economia global, alta taxa de desemprego, aumento do protecionismo comercial, populismo e isolacionismo, terrorismo, crise de refugiados na Europa e Oriente Médio e pela maior disparidade entre ricos e pobres.
"Diante das oportunidades e desafios da globalização econômica, o certo é apanhar todas as oportunidades, enfrentar em conjunto os desafios e elaborar o plano correto para a globalização econômica", comentou Xi em seu discurso no FEM em janeiro.
O presidente chinês propôs um crescimento impulsionado pela inovação, cooperação aberta e de benefício mútuo, governança mais justa e desenvolvimento equilibrado e inclusivo como o caminho correto para a economia global. O multilateralismo é a solução aos problemas globais, e a China foi um forte pilar dele.
Construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade está incorporado na Iniciativa do Cinturão e Rota proposta por Xi em 2013, cujo objetivo é construir redes de comércio e infraestrutura em países ao longo e além das antigas rotas comerciais da Rota da Seda.
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Além disso, os projetos da iniciativa que envolvem novas ferrovias, estradas e zonas industriais na Ásia e África estão alinhados com as estratégias de desenvolvimento de muitos países e estão sendo discutidos com a consideração das metas de desenvolvimento sustentável 2030 das Nações Unidas. A Iniciativa do Cinturão e Rota seja talvez o maior presente da China para o mundo.
"Em um mundo cada vez mais interdependente e integrado, onde os países formam uma comunidade de interesses compartilhados, a abertura, a inclusão e a cooperação de benefício mútuo são a única opção viável", disse Xi no Diálogo de Mercados Emergentes e Países em Desenvolvimento durante a cúpula do BRICS realizada em setembro em Xiamen, China.
O apoio contínuo da China ao Acordo de Paris sobre mudança climática após a retirada dos Estados Unidos e suas contribuições significativas para as missões de manutenção da paz da ONU também são parte dos esforços chineses para tornar o mundo um lugar melhor.
Fonte: Agência Xinhua/fotos: Internet

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Parceria com a China será prioridade, diz Planalto


A presidente Dilma Rousseff recebe o presidente da China, Xi Jinping. O encontro ocorre um dia depois do enceramento da 6ª Cúpula dos Brics
A presidente Dilma Rousseff afirmou que a Parceria Estratégica Global com a China terá tratamento prioritário durante o segundo mandato, diz a nota do Palácio do Planalto, divulgada nesta sexta-feira, 2, com informações sobre as reuniões bilaterais da presidente Dilma Rousseff com representantes de outros países.
Segundo o Palácio, Dilma considera importante a realização no Brasil, em 2015, da IV Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Concertação e Cooperação (COSBAN), bem como da II Reunião do Diálogo Estratégico Global entre Chanceleres, na China.
"A presidente assinalou que o Brasil tenciona aprofundar a cooperação com a China na área espacial e disse que o lançamento, em dezembro passado, do satélite CBERS-04 abriu novo capítulo na colaboração bilateral em alta tecnologia", diz o texto.
Segundo a nota, a presidente demonstrou satisfação com o interesse de empresas chinesas em investir em ferrovias no Brasil e classificou como "promissor" o diálogo entre Brasil, Peru e China sobre a ferrovia Transcontinental.
"O vice-presidente Li Yuanchao, por sua vez, indicou a disposição da China em ampliar as importações de produtos manufaturados do Brasil e comprometeu-se em agilizar o processo de normalização das certificações para exportações brasileiras de carne para a China", complementou o documento.
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