Carlos Tavares de Oliveira
Colunista da Revista Portos e Navios
Fonte: Câmara Brasil China
Pelos último resultados e os planos do novo governo chinês verifica-se que o gigante asiático continuará contribuindo de forma decisiva para recuperação da economia mundial, particularmente a do Brasil.
Na realidade, a nova superpotência fechou o ano de 2012 com excelentes resultados: o Produto Interno Bruto (PIB) – dentro da taxa-média de crescimento de 10% desde 1979 – aumentou 7,8% (contra apenas 2,2% dos Estados Unidos e -0,3% da União Européia). Mantendo-se na liderança do comércio internacional, a balança chinesa (importação/exportação) totalizou US$ 3,87 trilhões contra US$ 3,82 trilhões dos EUA.
Assim, o Plano para 2013, preparado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas, aprovado pela Assembléia, embora com metas elevadas, são elas inferiores a previsões de organizações internacionais e, também, já superadas pelos excelentes resultados econômicos do primeiro trimestre. Para este ano, o PIB deverá crescer 7,5% - a ONU admite 7,9%; o FMI 8%; o Banco de Desenvolvimento da Ásia 8,2% e o Banco Mundial 8,3%, - com o Índice Geral de Preços (inflação) aumentando apenas 3,5%. Serão criados 9 milhões de empregos e a taxa de desemprego ficará abaixo de 4,6%. As vendas no mercado varejista crescerão 14,5% e os investimentos subirão para 18%. A produção geral cereais estará de acima de 500 milhões de toneladas e as áreas para semeadura dessas commodities (trigo, soja, arroz, etc) crescerão para 106 milhões de hectares. O orçamento para a agricultura aumentou 12,8% passando para cerca de US$100 bilhões.
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