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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Chefe da OMC pede liderança da China em sistema comercial multilateral2013/07/01

Fonte: Embaixada da Rep. Popular da China no Brasil
 
Beijing, 1º jul /2013 (Xinhua) -- A China deve mostrar sua liderança no comércio multilateral e trabalhar de maneira estreita com as grandes economias como Estados Unidos, União Europeia e Japão com o fim de formular uma nova agenda comercial global, informou o chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, na sexta-feira passada.
Como ponte entre as economias emergentes e os países desenvolvidos, a China deve trabalhar com outras grandes economias para estabelecer um novo sistema comercial multilateral global, indicou o diretor-geral da OMC em um discurso pronunciado na cerimônia inaugural da 3ª Cúpula Mundial de Especialistas (Global Think Tank Summit) realizada em Beijing.
O sistema proporcionará oportunidades de acesso ao mercado mais justas para a China e outros países e incentivará um ambiente mais aberto e estável para a criação de empregos, apontou.
Lamy pediu um comércio aberto ao comentar os acordos regionais importantes de livre comércio como a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês), a Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês) e a Parceria Econômica Abrangente Regional (RCEP, em inglês) que atualmente estão em processo de negociação por parte de muitos países, incluindo China, Estados Unidos e Japão.
Se estes acordos não puderem funcionar de maneira coerente, não poderão enfrentar de maneira efetiva as barreiras comerciais, especialmente as barreiras não tarifárias, revelou Lamy, acrescentando que os acordos de comércio preferencial devem se fundir com o mecanismo do comércio multilateral.
As medidas não tarifárias, como a imposição de normas ambientais e de segurança mais estritas para o acesso ao mercado, são utilizadas com mais frequência como barreiras comerciais que as tarifas, sublinhou.
"Essas barreiras são mais complexas e menos transparentes e há mais possibilidade de abusos", disse Lamy aos especialistas globais e assessores de políticas reunidos na cúpula.
Lamy também fez um chamado à China para que inicie uma nova rodada de reformas para criar um novo impulso de crescimento às medidas que diminuem os benefícios gerados por sua entrada na OMC.

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