O Museu do Palácio em Beijing – antigo palácio imperial da China, também conhecido como Cidade Proibida – anunciou no dia 10 de outubro que a venda de todos os 80 mil bilhetes diários passará a ser realizada exclusivamente online, salvo raras exceções. Os visitantes podem comprar os ingressos através do website oficial do museu ou fazendo a leitura de um código QR.
“A bilheteria, com 92 anos de história, cumpriu o seu dever, e as pessoas podem continuar a visitar a Cidade Proibida por meios mais avançados”, disse Shan Jixiang, diretor do museu.
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| Turista compra bilhete através da leitura de código QR disponibilizado por um funcionário do Museu do Palácio, em Beijing.
A 25 de setembro de 2011, o Museu do Palácio iniciou a venda de bilhetes online, com apenas 287 bilhetes reservados no mesmo dia. Seis anos depois, o museu adotou o modelo de “venda exclusivamente online”. Contudo, uma janela da bilheteria permanecerá aberta - reservada para visitantes com condições especiais, tais como turistas estrangeiros que não dispõem de métodos de pagamento online da China.
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Graças ao rápido desenvolvimento da tecnologia de pagamento móvel na China, o antigo palácio imperial entrou também na era sem dinheiro físico. Nos últimos anos, o pagamento móvel tem mudado completamente a vida do povo chinês.
Até dezembro de 2016, o número de usuários de pagamento móvel via celular subiu para 469 milhões, com um aumento anual de 31,2%. A proporção de internautas que usam pagamento online aumentou de 57,7% para 67,5%. Além disso, 50,3% dos internautas usam pagamento móvel, via celular, quando fazem compras em lojas.
Em 2016, o volume de transações online atingiu os 8,5 trilhões de dólares, 70 vezes o valor registrado nos EUA. A China, com o maior número de usuários de internet móvel do mundo, já se tornou no gigante do comércio eletrônico e pagamento móvel, testemunhando o crescimento mais rápido e a maior inovação a nível mundial.
Um relatório indicou que o governo chinês incentiva a inovação. Além disso, as grandes empresas da internet, tais como Baidu, Alibaba e Tencent, estão criando um ecossistema digital multifacetado. Todos estes fatores demonstram o enorme potencial que o desenvolvimento da digitalização da China ainda possui.
Além disso, o relatório indica que através de fusões, aquisições e investimento, exportação de novos modelos de negócios e parcerias tecnológicas, a China poderá definir a fronteira digital do mundo nas próximas décadas.
Fonte: Diário do Povo Online
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